SABADO
um pequeno grupo de desconhecidos apareceu depois do jantar, nossa, esse povo nao dorme.
sairam pra uma boate o Carlos, o André, a taty e o pedro. o Luis foi deitar e eu tava sem sono...
liguei a TV... nada interessante. ql o problema de assinar Sky?
percebi que ja estava irritado e neem faziam 6 horas que eu estava laa.
suspirei, fui na cozinha. tava com sede, mas n sabia o q beber; cogitei a ideia de me embriagar.
tentador, mas nao... abri a geladeira meio constrangido, nao gostava de fazer isso sem o dono sequer estar em ksa
meio besta, ateh pq eu ia ficar la por 2 dias ¬¬, mas eu realmente fico constrangido facilmente.
alegremente so tinha cerveja na geladeira. ia ser uma noite longa...
Eu nao bebo. lembrei-me mentalmente.
peguei um copo d'agua e voltei pra sala, apaguei a luz e sentei no sofáa... êeta filminho chato.
tentei relaxar... mas estava realmente sem sono. me incomodou n ter papel e lapis pra desenhar
ouvi os roncos do luis vindo do quarto
tentei nao pensar na parte ruin ke seria dormir num ambiente fechado e abafado cheio de calor que neem akele lugar
pra variar
fiquei trocando de canal ateh finalmente desligar o televisor e ir pro banheiro.
tomei uma ducha gelada e me sequei, procurei alguma roupa que parecesse "normal" na minha mochila, vesti uma calça preta
e uma regata preta, a estampa da regata combinava com meu tenis. coloquei uma corrente no pescoço e baguncei o cabelo.
sai e deixei um recado pro luis na cozinha. "desnecessário" pensei... akele cara dorme como uma pedra. peguei minha carteira e
desci as escadas. peguei um taxi e pedi pra me levar pra algum lugar pra curtir.
ia ser horrivel, e eu sabia. mas qlqr coisa melhor que ver tv a noite toda.
o cara do taxi era legal... me indicou umas baladas perto da zona leste, me deu umas recomendações e o q evitar e talz
tentei imaginar como era trabalhar de taxista a noite, ele n devia ter mais de 28 anos, era sarado e tinha um olhar sexy.
ops, ok parey...
entrei numa boate meio piegas, sei la, pra mim sao todas iguais... acho ke nem fiquei por la meia hora.
um garoto moreno veio me encher no balcao... percebi que todo mundo me olhava... acho ke era o tipo de lugar que so iam pessoas conhecidas
recusei calmamente o pedido pra dançar do garoto, mais pelo fato de ele ser estranho do que eu n saber dançaar.
curti um pouco a musica depois sai, um cara tentou me convencer a ficar com ele. eu ateh keria. olhos azuis sao realmente
destruidores. andei um pouco e fui pra uma praça ali perto.
por coincidencia encontrei o pessoal ali, parte deles. a taty estava ocupada denovo, o carlos com uma cerveja na mao...
-kd o andré? perguntei
-nem queira saber - o pedro respondeu
o carlos riu
-sequestraram ele?
-não... ele ta ali no clube ********* todo loko.
-ah, eu tava la... - tentei fazer com que parecesse algo banal
o Carlos se afogou com a cerveja e a taty fez denovo o barulho do desentupir de pia e me olhou perplexa.
-o q foi? perguntei com inocencia
notei que a taty tava com uma garota, nuss...
-vc tava lá?
-passei por la...
-nossa
todos riram
perguntei
-o q foi?
-nada
-agora fala
-é um clube gay, nao achey ke vc curtiria isso.
-o cara do taxi deu umas recomendações e eu passei la...
-nao viu o andré la?
-nao...
ficamos conversando um pouco, qnd foi 3 horas o andré apareceu... trocando as pernas.
-tsc tsc, ql o problema em sair de casa e voltar com as proprias pernas? comentei
-eh normaal - o pedro respondeu
o Carlos foi prum lugar láa que eu nem prestei atenção. o André ia dar vexame na rua
chegou falando uma pá de merda todo alegre, mas qnd me viu começou a falar nada com nada
qnd começou a chorar percebi que tava na hora de ir pra ksa. chamamos um taxi e colocamos ele no carro
-nao precisa ir Pedro, eu cuido disso, pode curtir a noite
-tem certeza?
-pode ir, eu n tenhu mais nada pra fazer mesmo...
-ok, vlw pihH, fico te devendo essa
"isso pq ainda nem amanheceu ainda" - pensei
o andré desmaiou no taxi, o velho motorista reclamou uns pedaços, coisas do tipo: se ele vomitar vc vai limpar e talz
e depois ficou quieto qnd eu disse pra ele:
- se eu pagar o dobro da corrida e a lavagem vc calaboca?
o bafo do andré tava me deixando irritado, e eu n gosto de gente velha mesmo
qnd chegamos, foi um pé subir com ele... eu n ia por ele pra subir escadas, mas eu n ia de elevador
¬¬ merda
fiquei bem uns 5 minutos segurando um bebado fedorento do meu lado em frente ao elevador ateh eliminar a ideia de subir
4 andares com ele no colo pelas escadas. de elevador ia ser mais rapido. seria so alguns segundos...
foi pior do que eu pensei... o cheiro de bebida, cigarro e qlqr coisa que emanava do André me fez ficar enjoado.
Porcaria, por que eu tinha ke ter os sentidos tao sensíveis e o equilibrio tao tosco ¬¬
entramos, o luis ainda tava roncando com a porta do quarto aberta, fui pegar uma toalha mas parei na porta do quarto
o luis tava dormindo pelado na cama, todo estendido no quarto de barraca armada.
euri
fechei a porta e fui no outro quarto procurar uma toalha, abri o chuveeiro, ja estava bem frio, ia ajudar...
tirei a camiseta do andré e os saapatos, depois a calça e taquei ele debaixo da agua gelada.
ele reclamou um pouco e eu nem dei ouvidos, ele tava realmente fedendo.
depois sequei ele e arrastei a teh o quarto dele vesti qlqr coisa nele pra ele dormir, mas o fdp nao queria dormir.
depois eu desisti de fazer ele dormir, fomos pra sala pra ver tv, eu n ia pro quarto com o luis parecendo modelo de academia dormindo
daquele jeito no quarto.
tentei me concentrar no filme mas o andré realmente enchia meu saco com baboseiras
-desculpa por fazer isso com vc...
-andré vc ta bebado, cala boca
-eu nao to bebado...ic
euri
-jura? perguntei
-eu so tava bravo com vc
eu?!
-ah va
-eu n entendo pq vc n me ama mais...
- eu n curto pessoas bebadas
aquela conversa nao tava tomando rumos agradaveis...
- o que eu fiz de errado?
-nao sei do que vc ta falando... tentei ser evasivo
-por que vc n me ama?
eu n ia discutir isso com um bebado...
-eu gosto de voce de verdade...
meu Dels... que hora pra discutir isso...
-nao foi culpa sua andré, eu só queria voltar pra monte verde...
evitar maiores detalhes poderia ser util, mas eu n gosto de mexer em sutura mal feita.
eu devia saber que vir pra SP ia acabar nisso.
isso pq o sabado ainda nem tinha começado
suspirei...
os olhos verdes do André estavam marejados
-bebado chorão.
ele riu. engraçado como ele era diferente dos outros...
-eu nao tenhu mesmo mais chance com vc Ederson?
fechei a cara, definitivamente era um assunto que eu poderia pular.
-nao gosto que me chamem de Ederson...
-é seu nome nao eh
-só qnd to de mal humor
-eu te deixo mal humorado?
-só qnd vc bebe...
-como eu posso me redimir?
-vc nao fez nada...
-to atrapalhando sua folga... - ele disse consigo mesmo.
fiquei em silencio. tentei me concentrar no seriado que passava no sbt
era tediante, e o silencio me deixava irritado. nao pq estava silencioso, mas a tensao que emanava do clima estava me dando
angustia, e eu n sabia o q o André estava pensando.
-pq vc n assin...
parei de falar qnd o André me deu um beijo inesperado.
eu fui realmente pego de surpresa, ele n estava hesitante... pensativo.
parecia confiante, seguro. o garoto pelo ql eu me apixonei a 5 anos atras.
me afastei dele e desses pensamentos.
-o q vc ta fazendo?
-tentando recuperar vc.
eu n estava pensando coerentemente.
qnd percebi denovo ele estava com os labios nos meus, e eu n conseguia resistir, eu n queria.
a parte de mim que estava em duvida me prendeu nele.
nao foi nada demais, ele me beijou, e se afastou denovo. qnd ele ia falar alguma coisa eu n deixei
passei o braço pelo ombro dele e com a mao segurei sua nuca, agarrei ele forte e puxei pra mim.
estava ansioso, nervoso, com duvidas e nao conseguia pensar em nada.
nao percebi qnd amanheceu finalmente. acordei as 8 horas com o barulho do liquidificador na cozinha, eu estava deitado na cama
do andré, ainda estava com a calça preta, sem camisa. tentei reorganizar as lembranças mas nada estava em foco.
levantei e o Carlos e a taty estavam sentados na mesa tomando café, o André estava fazendo alguma coisa com o liquidificador
o luis estava lavando louça na pia, graças a Dels com uma bermuda dessa vez, eu n conseguia entender pq ele n vivia de roupas como tdo mundo
akele lance de academia tava mexendo com a cabeça dele, ou isso ou assistir Jersey Shore.
obviamente meu mal humor estava voltando a tona, o fatode todo mundo estar alheio a mim n me incomodava
-Bom dia! - a taty me cumprimentou?
-dormiu bem? o Carlos perguntou.
o andré so olhou pra tras e sorriu inocente
eu bufei de raiva, foi o fim. soltei tda minha furia pra cima dele num unico olhar... imaginei que talvez pudesse queimar
mas ele só riu.
Virei de costas e voltei pro quarto, ouvi a Taty comentar:
-se prepara que la vem fogo...
sentei na cama e olhei o quarto, senti saudades de casa. Olhei na mesa de cabeceira e tinha uma camera.
Ahh nao, isso seria Loucura ¬¬
peguei a camera e liguei-a, nao tinha nada demais... umas fotos de antes de eu chegar, umas da balada que ele tava, uma foto
minha sentado na janela, imaginei que era qnd chegamos a noite. algumas outras fotos loucas do pessoal que chegou a noite, poses
e chiliques dos tres...
apaguei as fotos que eu aparecia, era estranho que eu nem lembrava disso. quase afundei o botão qnd fui apagar uma foto minha com o André
abraçados, ele mordendo meu pescoço.
me senti melhor apagando as fotos. fui pro banheiro tomar um banho.
alguns minutos depois sai e me vesti.
-nossa, vai pra onde? o andre perguntou qnd entrou no quarto
-nao eh da sua conta. respondi calmamente
-posso ir?
-nao.
peguei minha carteira e chequei os cartões. passei na cozinha e bebi agua.
meu estomago estava roncando, mas eu n ia comer. dels me livre passar dos 70 kilos.
sai e chamei um taxi, era horrivel estar sem celular... eu podia ir na ksa do Erik se pudesse ligar pra ele
merda, justo os numeros que eu n decoro eu mais preciso.
pedi pra me levar pro shopping, precisava comprar uma jaqueta mais leve, Sp eh realmente mto quente.
e tbm pq andar me destraia... em ultimo caso eu poderia parar numa lan house.
Nao, lan house nao... acho ke uma loja de artigos esportivos póderia me dar ideias...
enquanto anotava mentalmente os lugar onde passar eu olhava pra fora do taxi. o dia estava realmente bonito
poucas pessoas na rua, o shopping provavelmente estaria abrindo.
comprei uma blusa leve, uma bermuda (nao ia nadar de sunga nem fudendo) pro caso da gente ir pra algum lugar e um tenis.
sentei num banco e tentei me distrair
foi dificil com o estomago roncando. Merda, o calor da mta fome. desisti e comprei um pacote de biscoito recheado
parei numa loja de eletronicos pra ver se tinha alguma coisa que me enteressava, por volta das 11 da manha voltei pra casa do André.
desejada intimamente que ele estivesse com uma ressaca do Demonio.
um sorriso presunçoso me recebeu na sala e fez minhas esperanças se esvaziarem.
-kd o povo?
-sairam, foram almoçar
-hum...
-achamos que vc n ia querer cozinhar pra gente denovo.
-"achamos" corretamente.
-ah vai, nao precisa ficar nervoso.
-nao estou nervoso
-sei...
-se n se importa prefiro evitar conversas desnecessárias.
...é tudo muito novo pra mim, ainda não sei como explicar.
SEXTA
-vamoo Carlos!! - eu tava morrendo de vontade de ir pra sp
-to saindo, to saindo...
tenhu ke admitir que eu sou bem chato qnd estou ansioso, mas francamente 40 min no chuveiro...
-nem pense em enrolaar com essas besteiras aee. - falei apontando pra secador, chapinha e algumas
parafernalhas que ele usava.
-ah vá, eu n saio de casa sem isso
-entaao fica ae
-vc ainda neem saiu do msn - ele acusou
-n sejaa por isso
desliguei o pc dele e peguei minha mochila, peguei a chave do carro e fui guardar as coisas
na garagem. Pra variar qnd eu voltei ele ainda n estava pronto
reclamei algumas coisas sem coersão e voltei pro carro ouvir musica
3 doors down realmente me acalma
fiquei pensando nas coisas sem nexo que eu falei o dia todo, nas que poderia ter feito
me peguei pensando no Leo
Droga
foco Pietro!
meia hora depois o Carlos tava pronto.
-passar no posto pra reabastecer
-ker dinheiro? - skeci de absatecer o carro depois de usar..
-nao, eu uso o cartãao.
-entao tdo pronto?
-nao, tenhu ke passar na ksa da ana
-pq? - tentei parecer calmo, acho ke n consegui
ele suspirou
-é coisa rapida, calma
-foi mal
fomos pra casa da ana, praa variar a Carol tava laa, skeci o quanto eu odeio akeela garota
em resumo do que aconteceuu la foi tdo meio spalhaado, nao vi o Henrique chegar, depois o Carlos
estava batendo nele, a ana entrou no meio. alguns minutos depois tdo mundo na sala sentados conversando
os humanos sao malucos ¬¬
deixei meu cel com a ana pra ela me ligar caso tivesse algum problema.
ainda n descobri pq o henri e o cah tavam brigando
ngm me conta nada nessa poha ¬¬
o fato eh que eu n queria pensar em nada disso tbm, nao eh certo eu ir passear pensando nos problemas
daki.
mas era inevitavel, os pensamentos invadiam a minha mente a todo instante... o que será que aconteceu
eu ainda n perdoei o henri, claro fato. ainda mais depois do niver deele sexta
tava com tanta raiva contiida que poderia matar ele se algueem me deixasse
Foco Pietro
fiquei olhando sem ver as placas das lojas e restaurantes enquanto passavamos pela avenida
o vidro frio era reconfortante, eu gosto do frio. minha testa estava colada no vidro escuro do
siena prata
acho que eu devia estar mesmo com uma cara horrivel, pro Carlos perguntar:
-o que foi PihH, preocupado com o q?
-se ficaar olhando o retrovisor vai atropelar algueem. - ok, eu fui meio grosso...
ele suspirou e perguntou denovo
-me conta...
-por que eu deveria? vcs nao me contam pq brigam e discutem tdo dia...
era um habito irritante dakela turma em especial, fazer coisas e me excluir
ok, eu adoro brigar mas n eh por isso
ok, eu to um poko ansioso...
nao eh culpa minha... é essa cidade idiota...
estavamos perto do sherwood, qnd ele insistiu pela terceira vez...
-Ta nervoso por ir pra SP?
ele nao ia desistir...
-Na verdade to ansioso por sair daki...
-passou um mes e meio no rio de janeiro e ja desacustumou daki?
-passei 2 semanas no hospital tbm ¬¬
-isso nao conta...
-Tudo bem, quais sao os criterios?
-Hum... acho que se analisar, eh mais facil acostumar-se com o calor...
-eu n sinto calor- interrompi
-n quis dizer a respeito de seus problemas geneticos - ele reclamou, e continuou - mas sim o clima,
sol, praia, gente alegre... sem esse monte de nuvens e montanhas fechando tudo...
-eu realmente considerei isso por uns instantes...
morar no rio, tem laa suas vantagens
morar numa casa menor... mas eh num lugar maior.
n tem piscina... mas tem a praia
sem montanhas... sem o frio... gosto do frio... me faz sentir vivo
mas laa tem o sol, praia, gente pra todo lado... pessoas diferentes...
assalto, roubo, sequestro, metro, trens... elevadores...
minha claustrofobia falou mais alto
discuti mais alguns instantes comigo mesmo qnd sem perceber afundei na inconsciencia...
acordei qnd ja estavamos chegando na casa do Andre.
-nossa eu dormi.
-sem problemas - o Carlos estava rindo de alguma coisa
-o que foi? olhei pra frente, tava tdo na mesma... será que eu ronquei?
-nada demais...
-eu ronquei?
-vc nao ronca, nao mexe um unico musculo qnd dorme...
bom disso eu sabia, mas ql era a piada?
-entao do que vc ta rindo?
-nada nao... chegamos.
o predio continuava o mesmo... as pessoas que moravam la provavelmente ainda eram as mesmas...
fiquei feliz por ainda ser como era qnd eu morava ali.
percebi que eu sou muito apegado a algumas coisas...
o André e a Sueli vieram nos receber...
tive de lembrar a mim mesmo de sorrir. evitar perguntas demais podiam ajudar a manter o fds
normal
foi uma noite ateh que normal
o andre ligou pro pessoal e em alguns minutos estavamos todos laa na cozinha conversando
-ai que fome gente - a Sueli comentou
-hey, a gente podia aproveitar que o Ederson ta ae, e mandar ele cozinhaar.
euri
-vai sonhando vai - respondi
-ah pietro, por favor - o Carlos
-é eu to com fome. - Luis
-vcs sao eh bem folgados, nao vo cozinhar pra marmanjo nao.
eu ateh poderia, tbm tava com fome, nao era habito do carlos fazer paradas, e eu detesto comida de restaurante
mas estavamos em 8: eu, carlos, sueli, luis, andre, pedro e a Taty. ia ser complicaado
o Andre chegou mais perto de mim, eu tava sentado na ponta da mesa e ele enconstado na pia.
eu tava de costas pra ele e nem percebi. derrepente tdo mundo ficou straanho. sabe akeles episodios da minha
vida qnd tdo mundo muda de assunto e arruma alguma coisa pra fazer? odeio isso
qnd percebi o André tava atras de mim, com a mao no meu ombro agaixado e sussurrou pra mim
-e se eu pedir com carinho?
senti um arrepio intenso... começou uma louca discussao na minha cabeça...
- ta fazendo o que?
levantei
-nada ueh
ele tava sorrindo, e eu conhecia akele sorriso...
-skece isso André
-o que?
-o que vc ta tentando... eu vim pra sp so pra me divertir...
- eu sei... a gente pode se divertir juntos...
essa me pegou de guarda baixa, eu n tinha pensado nisso. nao em diversao, mas que ele poderia
ainda gostar de mim... gostar de me usar pra ser mais exato.
uma parte de mim queria ele... passei mto tempo sozinho e ngm me conhecia como ele
seria facil... e eu n tinha com o q me preocupar
a outra parte falou mais forte: eu TENHO o que me preocupar... e nao eh justo
ele sempre foi assim, nao vai cair nessa agora
e akele bando de animais, sairam tdos pra deixar a gente sozinhos.
fiquei parado olhando o vazio denovo.
-Pietro
acordei
-Nem pense nisso, vim pra me divertir Sozinho - dei uma conotação maior nas ultimas palavras
sai batendo os pés, criancisse eu sei, mas eu tava morrendo de vontade de pegar o pescoço do Andre
e apertar ele nos pontos certos... seria divertido ver ele sufocar e morrer... ¬¬
Se controla Pietro!
ando muito temperamental desde... bom n preciso lembrar.
fui na sala e o pedro tava laa com a sueli assitindo um filme chato
- kdo Carlos e a taty?
-n sei, acho que tao no patio la em baixo... pq?
-se eu for cozinhar nao vo cozinhar soziinho
sai e desci pelas escadas, odeio elevadores.
o Carlos realemnte n perde tempo, tava quase fusionado com a Taty na entrada do prédio
ouvi um barulho parecido com um desentupir de pia qnd eles se desgrudaram
-vcs dois, cozinha.
preparamos um jantar meio café da manha... pq eu n pretendia comer mais nada durante o outro dia seguido
ja que eram quase 1 da madrugada qnd terminamos
-vamoo Carlos!! - eu tava morrendo de vontade de ir pra sp
-to saindo, to saindo...
tenhu ke admitir que eu sou bem chato qnd estou ansioso, mas francamente 40 min no chuveiro...
-nem pense em enrolaar com essas besteiras aee. - falei apontando pra secador, chapinha e algumas
parafernalhas que ele usava.
-ah vá, eu n saio de casa sem isso
-entaao fica ae
-vc ainda neem saiu do msn - ele acusou
-n sejaa por isso
desliguei o pc dele e peguei minha mochila, peguei a chave do carro e fui guardar as coisas
na garagem. Pra variar qnd eu voltei ele ainda n estava pronto
reclamei algumas coisas sem coersão e voltei pro carro ouvir musica
3 doors down realmente me acalma
fiquei pensando nas coisas sem nexo que eu falei o dia todo, nas que poderia ter feito
me peguei pensando no Leo
Droga
foco Pietro!
meia hora depois o Carlos tava pronto.
-passar no posto pra reabastecer
-ker dinheiro? - skeci de absatecer o carro depois de usar..
-nao, eu uso o cartãao.
-entao tdo pronto?
-nao, tenhu ke passar na ksa da ana
-pq? - tentei parecer calmo, acho ke n consegui
ele suspirou
-é coisa rapida, calma
-foi mal
fomos pra casa da ana, praa variar a Carol tava laa, skeci o quanto eu odeio akeela garota
em resumo do que aconteceuu la foi tdo meio spalhaado, nao vi o Henrique chegar, depois o Carlos
estava batendo nele, a ana entrou no meio. alguns minutos depois tdo mundo na sala sentados conversando
os humanos sao malucos ¬¬
deixei meu cel com a ana pra ela me ligar caso tivesse algum problema.
ainda n descobri pq o henri e o cah tavam brigando
ngm me conta nada nessa poha ¬¬
o fato eh que eu n queria pensar em nada disso tbm, nao eh certo eu ir passear pensando nos problemas
daki.
mas era inevitavel, os pensamentos invadiam a minha mente a todo instante... o que será que aconteceu
eu ainda n perdoei o henri, claro fato. ainda mais depois do niver deele sexta
tava com tanta raiva contiida que poderia matar ele se algueem me deixasse
Foco Pietro
fiquei olhando sem ver as placas das lojas e restaurantes enquanto passavamos pela avenida
o vidro frio era reconfortante, eu gosto do frio. minha testa estava colada no vidro escuro do
siena prata
acho que eu devia estar mesmo com uma cara horrivel, pro Carlos perguntar:
-o que foi PihH, preocupado com o q?
-se ficaar olhando o retrovisor vai atropelar algueem. - ok, eu fui meio grosso...
ele suspirou e perguntou denovo
-me conta...
-por que eu deveria? vcs nao me contam pq brigam e discutem tdo dia...
era um habito irritante dakela turma em especial, fazer coisas e me excluir
ok, eu adoro brigar mas n eh por isso
ok, eu to um poko ansioso...
nao eh culpa minha... é essa cidade idiota...
estavamos perto do sherwood, qnd ele insistiu pela terceira vez...
-Ta nervoso por ir pra SP?
ele nao ia desistir...
-Na verdade to ansioso por sair daki...
-passou um mes e meio no rio de janeiro e ja desacustumou daki?
-passei 2 semanas no hospital tbm ¬¬
-isso nao conta...
-Tudo bem, quais sao os criterios?
-Hum... acho que se analisar, eh mais facil acostumar-se com o calor...
-eu n sinto calor- interrompi
-n quis dizer a respeito de seus problemas geneticos - ele reclamou, e continuou - mas sim o clima,
sol, praia, gente alegre... sem esse monte de nuvens e montanhas fechando tudo...
-eu realmente considerei isso por uns instantes...
morar no rio, tem laa suas vantagens
morar numa casa menor... mas eh num lugar maior.
n tem piscina... mas tem a praia
sem montanhas... sem o frio... gosto do frio... me faz sentir vivo
mas laa tem o sol, praia, gente pra todo lado... pessoas diferentes...
assalto, roubo, sequestro, metro, trens... elevadores...
minha claustrofobia falou mais alto
discuti mais alguns instantes comigo mesmo qnd sem perceber afundei na inconsciencia...
acordei qnd ja estavamos chegando na casa do Andre.
-nossa eu dormi.
-sem problemas - o Carlos estava rindo de alguma coisa
-o que foi? olhei pra frente, tava tdo na mesma... será que eu ronquei?
-nada demais...
-eu ronquei?
-vc nao ronca, nao mexe um unico musculo qnd dorme...
bom disso eu sabia, mas ql era a piada?
-entao do que vc ta rindo?
-nada nao... chegamos.
o predio continuava o mesmo... as pessoas que moravam la provavelmente ainda eram as mesmas...
fiquei feliz por ainda ser como era qnd eu morava ali.
percebi que eu sou muito apegado a algumas coisas...
o André e a Sueli vieram nos receber...
tive de lembrar a mim mesmo de sorrir. evitar perguntas demais podiam ajudar a manter o fds
normal
foi uma noite ateh que normal
o andre ligou pro pessoal e em alguns minutos estavamos todos laa na cozinha conversando
-ai que fome gente - a Sueli comentou
-hey, a gente podia aproveitar que o Ederson ta ae, e mandar ele cozinhaar.
euri
-vai sonhando vai - respondi
-ah pietro, por favor - o Carlos
-é eu to com fome. - Luis
-vcs sao eh bem folgados, nao vo cozinhar pra marmanjo nao.
eu ateh poderia, tbm tava com fome, nao era habito do carlos fazer paradas, e eu detesto comida de restaurante
mas estavamos em 8: eu, carlos, sueli, luis, andre, pedro e a Taty. ia ser complicaado
o Andre chegou mais perto de mim, eu tava sentado na ponta da mesa e ele enconstado na pia.
eu tava de costas pra ele e nem percebi. derrepente tdo mundo ficou straanho. sabe akeles episodios da minha
vida qnd tdo mundo muda de assunto e arruma alguma coisa pra fazer? odeio isso
qnd percebi o André tava atras de mim, com a mao no meu ombro agaixado e sussurrou pra mim
-e se eu pedir com carinho?
senti um arrepio intenso... começou uma louca discussao na minha cabeça...
- ta fazendo o que?
levantei
-nada ueh
ele tava sorrindo, e eu conhecia akele sorriso...
-skece isso André
-o que?
-o que vc ta tentando... eu vim pra sp so pra me divertir...
- eu sei... a gente pode se divertir juntos...
essa me pegou de guarda baixa, eu n tinha pensado nisso. nao em diversao, mas que ele poderia
ainda gostar de mim... gostar de me usar pra ser mais exato.
uma parte de mim queria ele... passei mto tempo sozinho e ngm me conhecia como ele
seria facil... e eu n tinha com o q me preocupar
a outra parte falou mais forte: eu TENHO o que me preocupar... e nao eh justo
ele sempre foi assim, nao vai cair nessa agora
e akele bando de animais, sairam tdos pra deixar a gente sozinhos.
fiquei parado olhando o vazio denovo.
-Pietro
acordei
-Nem pense nisso, vim pra me divertir Sozinho - dei uma conotação maior nas ultimas palavras
sai batendo os pés, criancisse eu sei, mas eu tava morrendo de vontade de pegar o pescoço do Andre
e apertar ele nos pontos certos... seria divertido ver ele sufocar e morrer... ¬¬
Se controla Pietro!
ando muito temperamental desde... bom n preciso lembrar.
fui na sala e o pedro tava laa com a sueli assitindo um filme chato
- kdo Carlos e a taty?
-n sei, acho que tao no patio la em baixo... pq?
-se eu for cozinhar nao vo cozinhar soziinho
sai e desci pelas escadas, odeio elevadores.
o Carlos realemnte n perde tempo, tava quase fusionado com a Taty na entrada do prédio
ouvi um barulho parecido com um desentupir de pia qnd eles se desgrudaram
-vcs dois, cozinha.
preparamos um jantar meio café da manha... pq eu n pretendia comer mais nada durante o outro dia seguido
ja que eram quase 1 da madrugada qnd terminamos
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